o rapto de anita

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Pouco faltava para o sol se pôr e nada se sabia sobre a pequena Anita. Sua família, principalmente o Sr. Artur seu triste pai, basculhou por todos cantos da cidade:

Na escola os colegas de Anita da sexta classe informaram a terem visto apenas na saída do dia anterior com sua amississima Suzi; Ela é do coro infantil da Igreja, mas de lá nada se podia saber, pois nos dias normais só ia as sextas à tarde com sua vovô Ema que está sem apetite desde a triste notícia; Colocaram o um anúncio na estação de rádio local que era emitido a cada duas horas; A polícia disse que começaria a investigar o caso.

Uma luz forte incide sobre o rosto de Anita, começa a despertar com ligeira tontura, ouve gemidos à sua volta e passos na direção onde vinha a luz. Era um senhor barbudo a usar um chapeu de pala circular como os que Anita via nos filmes de piratas do mar. Com uma voz grave disse:

- Voçês terão tudo que quizerem mas vão ter de esquecer os vossos pais e vossos irmãos.

Anita ficou pasmada a ouvir isso. Pensa onde estará sua amiga e colega Suzi.

Suzi não dormiu a noite passada. Não sabia como contar a sua mãe o que acontecera. Passou o dia todo na varanda de casa a olhar para o mar. Viu que o tempo estava a passar e era a vida de sua grande amiga que estava em jogo. Ganhou coragem e foi a casa do Sr. Artur contar tudo, que apressou-se em informar a polícia.

Anita ouviu sirenes da polícia e uma voz, como a do aparelho do tio que vende matabaratas no bairro:

Uiu... Uiu... Uiu... – Parem essa embarcação, imediatamente!

Foram resgatadas 50 crianças naquele barco clandestino e colocados na prizão o capitão e seus tripulantes.

O Pai e a Vovô Ema abraçaram a Anita com muito amor. A Suzi pegou no braço da amiga e disse nunca mais sugerir ir a praia sozinhas - onde foram raptadas conseguindo apenas ela escapar daqueles homens cruéis - sentiu-se livre da culpa que a consumia e prometeram cuidar uma da outra.

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