o dilema nas redes sociais
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Reservo esses minutos para produzir um texto a ser lido na internet. Há
muito que não o faço, mais por questões de prioridade do que por falta de conteúdo,
ou melhor, escolhi negar-me ao direito e prazer de partilhar as borbulhantes
novidades do mundo à minha volta (mesmo que minha vida não seja assim tão
interessante). rsrs
A busca ultimamente, tem sido interior. A urgência em trazer à
superfície o silêncio, há muito soterrado, sobrepôs-se a tudo (quase tudo).
Considerei bastante a possibilidade de evitar – pra sempre – o uso de
redes sociais.
Confesso que tenho um fraco pelo minimalismo. Bem lá no fundo há o
desejo de desapegar-se das coisas, de viver quase como vim ao mundo (um pouco
exagerado, rsrs). E coisas como “partilhar” nas redes, como um fim em sim mesmo,
seria a primeira coisa da qual se livrar. Vendo bem, esse ritmo frenético de
checar actualizações, colocar gostos, comentários, (re)twettar, etc., é tão
consumidor, como que uma síndrome nova. É tudo de nós envolvidos na coisa, num
efeito perpétuo em loop.
Tá difícil manter-se nessa corrida - e corremos pra onde, afinal?

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